/ PROJETOS / MONZA 1975
O Chevrolet Monza 1975 americano: motor V8 327 e tração traseira, como um mini Camaro. O segundo carro de corrida do pai de Ricardo, e o projeto que mais empolga Ricardo hoje.
O carro que meu pai pegou para evitar que eu roubasse o Camaro. Fora a brincadeira, para mim esse é o “ultimate toy”: junta num carro só todas as características de que eu gosto — motor V8, tração traseira, antigo, de corrida, relativamente leve e compacto (o entre-eixos está entre Opala e Chevette, mas mais próximo de um Chevette).
Raro no Brasil e até mesmo nos EUA — acho que americano não gosta muito de carro compacto (pros padrões deles). Neste carro, ao contrário do Camaro 37, eu topo fazer modificações e upgrades. É um projeto que requer muito investimento, mas devagar eu chego lá!
Muitos confundem com o Monza fabricado no Brasil, mas este é a versão americana, que só compartilha o nome: motor V8 e tração traseira. Mesmo nos Estados Unidos é um carro pouco comum. Para a época, a suspensão traseira era um destaque: o mesmo conceito chegou ao Camaro só na terceira geração e seguiu nele até 2003, no último Camaro de eixo rígido.
Com Ricardo crescendo e se mostrando capaz no kart, o pai entendeu que seria prudente ter um segundo carro, para não ficar sem correr com o Camaro. Por volta de 1996, apareceu este Monza, e ele ficou com o carro, montando-o aos poucos. Por ser Chevrolet, a mecânica conversava com a do Camaro: o Monza herdou o motor V8 327 que o Camaro usava nas 1000 Milhas.
Diferente do Camaro, que será mantido como o pai usava, o Monza aceita modificações. Tem menos história nas pistas com o pai, já era para ser de Ricardo, e pai e filho sempre acreditaram no potencial de um carro mais leve e menor. É o carro que reúne tudo o que Ricardo mais gosta: carro antigo, carro de corrida, motor V8 e tração traseira. Na pista, a ideia é acelerar mais forte do que o Camaro, com mais cuidado do que o Fusca 37 e o CHEV37TE.
A troca para rodas aro 18 exige adaptar cubos, mangas e pontas de eixo, além de freios maiores. Os novos freios vieram de um Stock Car de chassi JL09 que Ricardo comprou em 2021; em 2022, o chassi foi trocado pelo Fusca 37. É aí que as histórias do Monza e do Fusca se conectam. Mais caro que o Fusca e o CHEV37TE, o Monza avança aos poucos, peça por peça.
Um jogo de rodas BBS aro 18, conseguido com o amigo André Carrillo. Para um carro antigo de corrida, são a melhor escolha: respeitam a época e, por serem de três peças, permitem montar a tala e o offset desejados, trocando bordas externas e barris internos. O aro 18 permite usar pneus atuais: os slicks de competição não são mais feitos no aro 16, como na época do pai de Ricardo. O plano é tala 13 nas quatro rodas, com miolo dourado e bordas cromadas. Na traseira, um offset que joga as rodas bem para fora. Na dianteira, em vez de mudar o offset, bandejas mais compridas e uma manga nova. Assim, mesmo com pneus iguais nos quatro cantos, frente e traseira ficam com posições diferentes, a geometria ganha com as bandejas maiores e a direção, com o offset menos agressivo. As rodas também se deslocam menos para a frente e para trás ao esterçar, sem precisar abrir tanto os para-lamas. Ainda faltam as peças para remontar as rodas traseiras e toda a fabricação da adaptação, um passo de cada vez. As rodas montadas hoje no carro ainda são as aro 16, como se usava nos anos 1990. Para passar ao aro 18, Ricardo já tinha comprado dois jogos de rodas Binno de Stock Car, mas elas eram pesadas e não tinham a estética que ele buscava. As BBS resolvem as duas coisas, e as Binno vão ser vendidas.

