Cada carro tem a sua história: acertos, peças, testes e corridas. Escolha um projeto ou acompanhe todas as novidades da garagem logo abaixo.
Um jogo de rodas BBS aro 18, conseguido com o amigo André Carrillo. Para um carro antigo de corrida, são a melhor escolha: respeitam a época e, por serem de três peças, permitem montar a tala e o offset desejados, trocando bordas externas e barris internos. O aro 18 permite usar pneus atuais: os slicks de competição não são mais feitos no aro 16, como na época do pai de Ricardo. O plano é tala 13 nas quatro rodas, com miolo dourado e bordas cromadas. Na traseira, um offset que joga as rodas bem para fora. Na dianteira, em vez de mudar o offset, bandejas mais compridas e uma manga nova. Assim, mesmo com pneus iguais nos quatro cantos, frente e traseira ficam com posições diferentes, a geometria ganha com as bandejas maiores e a direção, com o offset menos agressivo. As rodas também se deslocam menos para a frente e para trás ao esterçar, sem precisar abrir tanto os para-lamas. Ainda faltam as peças para remontar as rodas traseiras e toda a fabricação da adaptação, um passo de cada vez. As rodas montadas hoje no carro ainda são as aro 16, como se usava nos anos 1990. Para passar ao aro 18, Ricardo já tinha comprado dois jogos de rodas Binno de Stock Car, mas elas eram pesadas e não tinham a estética que ele buscava. As BBS resolvem as duas coisas, e as Binno vão ser vendidas.


Até aqui o CHEV37TE andou com uma dupla de Weber 40, a medida do regulamento das corridas de clássicos quando Ricardo começou a montar o carro. Hoje a medida é liberada, e nos acertos no dinamômetro da A-Spec, com o amigo Marco Liasch, a Weber 40 se mostrou pequena. Ricardo arranjou mais duas duplas de Weber, uma de 45 e outra de 50, e vai testar as duas no dinamômetro. Em breve, o resultado.


Em 1º de agosto de 2026, o recorde de pneu de rua do CHEV37TE no Kartódromo Aldeia da Serra, de 42,738 s, foi superado por um Porsche 911 GT2 RS.
Volta em 42,738 s: o CHEV37TE bateu o recorde de pneu de rua do Kartódromo Aldeia da Serra. Mais rápidos que ele, só os carros que já andaram por lá com pneus slick. No mesmo dia, o Fusca 37 também foi para a pista.


Ricardo levou o Fusca 37 e o CHEV37TE para o mesmo dia no Kartódromo Aldeia da Serra. A melhor volta do Fusca 37 foi 44,347.




A C280 não ficou original por muito tempo: em abril de 2026 já estava com rodas AMG e Molas R37. O kit para o Classe C W202 já fazia parte do catálogo da Molas R37; as primeiras unidades foram feitas por encomenda do parceiro Marco Liasch, para o carro do amigo Brunno. A ideia é não mexer muito mais do que isso. O tempo dirá.
Em 18 de fevereiro, duas semanas depois da compra, Ricardo levou a C280 para uma volta em Interlagos, debaixo de chuva, só para batizar o carro. O batismo foi uma brincadeira: ela é o carro do dia a dia.


2 de fevereiro de 2026: chega a Mercedes C280 1996, para o dia a dia. Original, como saiu de fábrica.
Volta em 1:01,642: o CHEV37TE bateu o recorde de pneu de rua do Kartódromo de Limeira. Mais rápidos que ele, só os carros que andaram por lá com pneus slick.




Volante do motor em aço billet no lugar do original: um pouco mais leve e bem mais confiável. Montado agora com parafusos ARP.
Em 2025, Ricardo dividiu o Fusca 37 com o parceiro Vinicius Lira, da Lira Racing. Nas fotos, Ricardo disputando posição no S do Senna, em Interlagos, e Vinicius ao volante numa curva.


O CHEV37TE andou em Interlagos em um dia só de testes, sem buscar volta rápida.


Primeiro evento do CHEV37TE na nova forma. Ainda inacabado, mas já fez bonito: 6º lugar geral na subida de montanha da Serra do Rio do Rastro e destaque como o carro clássico mais rápido da categoria Olds 30+.



A viagem até a serra foi feita com os amigos Rodrigo Mourão, Matheus Eisenmann e Dennis Canteruccio. Na véspera do evento, o jantar na estrada, com o CHEV37TE esperando na carretinha.
VÍDEO ONBOARDSubida de montanha na Serra do Rio do RastroA subida completa de dentro do CHEV37TE, no primeiro evento do carro na nova forma.
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Com a estreia marcada para a Serra do Rio do Rastro, uma das últimas etapas foi o ajuste de carburação e ignição, feito no dinamômetro da A-Spec por Ricardo e Marco Liasch. No setup de estreia, o CHEV37TE rendeu 120 cv nas rodas, cerca de 155 cv no motor.


De outubro de 2023 a agosto de 2024, o CHEV37TE ficou na oficina improvisada na casa da avó de Ricardo. Foi ali que o carro nasceu: incontáveis dias de pizza, piadas ruins, risadas e muito corte, solda e ajustes.
















O Fusca 37 nos boxes, ao lado da mesa e das bandeiras da R37.
Os pneus escolhidos para o CHEV37TE foram os Yokohama Neova AD09, os que mais combinam com a proposta do carro: funcionam bem sem precisar de muita temperatura e aguentam desaforo.
Mas quem estreou o conjunto foi o amigo Matheus Eisenmann: Ricardo emprestou pneus e rodas para ele andar no ECPA com o seu Escort, que usa Molas R37. Ficou lindo, o carro ganhou muito grip e o Matheus se divertiu demais nesse dia.
Motor GM 2.0 montado por Ricardo e Marco Liasch, com preparação aspirada "old school": carburadores (duas Weber 40 DCOE) e distribuidor.
Entre setembro e outubro de 2023, o projeto do CHEV37TE começou de verdade: Ricardo fez a gaiola do carro e alguns reforços de carroceria ao lado do amigo Julio Marino.










Com o amigo e torneiro Rogério, Ricardo adaptou disco e pinça Wilwood na manga do Chevette, garantindo que todo o conjunto coubesse dentro das rodas Maui. As pastilhas escolhidas foram as Tecpads azuis, as mesmas que ele usa no Fusca 37 e aprova.



Ricardo decidiu que as rodas do CHEV37TE seriam as Maui da Ride Wheels: aro 15, tala 8 e offset 15. O teste de encaixe da foto foi feito no Chevette do amigo Gustavo Oliveira, o Guh.
O amigo Rafael Cassetari customizou um Fusca de brinquedo com a livery do Fusca 37, número 37 e rodas azuis incluídos, e deu de presente a Ricardo.
O Fusca 37 no box, com outros Fuscas de corrida ao fundo.
A estreia do Fusca 37 numa corrida, em janeiro de 2023: vitória na categoria Turismo Nacional Clássico, na prova de 12 horas em Interlagos, com Rodrigo Mourão, Rafael Paschoalin, Carlos Neto e Ronaldo Guimarães.


Todo grande projeto começa com um esboço. O deste começou com o dedo, na tela do celular: traço torto, faróis desenhados como raios de sol e muita convicção. A ideia era de Ricardo: estilo vintage, com faixas na diagonal. Depois veio uma versão mais apresentável no Photoshop e, por fim, o carro foi adesivado nos boxes de Interlagos, durante os treinos, por Daniel, da Art 1. Compare o primeiro desenho com o resultado.
A primeira ida do Fusca 37 a uma pista, ainda todo preto, antes da livery: o shakedown do carro na Fazenda Dimep, ainda em janeiro, antes das 1000 Milhas.
Em 2022, Ricardo trocou o chassi de Stock Car JL09 que tinha comprado em 2021 pelo Fusca; os freios do Stock Car ficaram para o Monza 1975. O Fusca estava parado desde 2013 e era de um regulamento mais antigo, com motor a ar e pintura azul. No fim de 2022, em pouco tempo e com a ajuda de amigos, Ricardo adaptou o motor EA111 com sistema de radiador e arrefecimento, melhorou e revisou suspensão e direção, colocou amortecedores melhores, trocou bancos, cintos e volante, refez a parte elétrica e levou o carro para funilaria e pintura, agora preta. Na foto, o carro na funilaria, com a carroceria de um lado e o assoalho do outro.
Ricardo dentro de um Fusca da equipe Wessler, nos seus primeiros experimentos na categoria Copa Fusca. Anos mais tarde ele montou seu próprio Fusca.
O CHEV37TE no Autódromo Velocitta ainda do jeito que foi comprado: todo original, com exceção do motor AP 1.8 e do câmbio de 5 marchas. Na foto, acompanhado do Escort MK1 do amigo Daniel Pita.
Em 2000, com o falecimento do pai, Renato Rossini de Gouveia, Ricardo decidiu manter e preservar na sua garagem o Camaro em que ele correu com o número 37.
O Camaro 37 nos boxes de Interlagos, nas 1000 Milhas de 1995 ou de 1996. A pista está nos detalhes: o carro correu essas duas edições com quatro faróis de milha na grade; na de 1994, usou apenas dois faróis de milha.
O Camaro 37 parado em frente aos boxes de Interlagos e, de capô aberto, o motor.

